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[16/ago/2002]
Castro-Chaves-da Silva: O novo eixo do mal
Passou
um tanto despercebido um artigo sobre a ameaça que as
eleições no Brasil representam para a segurança norte-americana.
O artigo, que saiu em 22 de julho na Weekly Standard e em 7
de agosto no Washington Times, é assinado por Constantine
C. Menges, fellow do Hudson Institute, membro do National
Security Council dos EUA, e funcionário da CIA.
No
artigo, o autor prevê que um novo eixo de terror será formado
pela associação de Fidel Castro, Hugo Chaves e Lula da Silva, se
eventualmente este último for eleito. Esta aliança,
Cuba-Venezuela-Brasil, faria uma conexão com
Irã-Iraque-China, redefinindo um novo cenário geopolítico
mundial, criando a possibilidade de ataques nucleares aos EUA, a
partir da América Latina.
A
ameaça seria especialmente grave, pois mesmo se o candidato
"pró-Castro" perca, um outro candidato comunista (Ciro
Gomes) está em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, e o
candidato "pró-democracia" (José Serra) tem atualmente
chances reduzidas de vitória.
Segundo
Dr. Menges, Lula não faz segredo de suas intenções e vem há
anos promovendo "um encontro anual de comunistas e outras
organizações políticas e terroristas da América Latina, Europa
e Oriente Médio". (Quem não conhece esta faceta terrorista
de Lula, pode visitar a página do tal "Encontro do Mal"
em http://www.forosaopaulo.org/.)
Com
um PIB de 1.1 trilhão de dólares, o Brasil poderá rapidamente
tornar-se uma potência nuclear. A capacidade técnica já teria
sido desenvolvida durante o regime militar, no qual dois projetos
de bombas nucleares só não foram testados devido a
investigações do Congresso brasileiro.
A
despeito disso, o autor acredita que o Brasil já vem colaborando
com os terroristas. Os militares brasileiros teriam vendido
"oito toneladas de urânio para o Iraque em 1981", e
duas dúzias de cientistas brasileiros teriam migrado para o país
de Saddam.
(Vale
um parêntese pró-memória: De fato, em 1981 o embaixador de
Israel no Brasil, Shaul Ramati, denunciou que os militares
brasileiros estavam fornecendo urânio ao Iraque. O urânio teria
saído do Brasil em dois aviões iraquianos, partindo de São
José dos Campos. Na época, o porta-voz do Presidente João
Figueiredo, Carlos Átila, disse que os aviões transportavam
apenas armamento convencional que o governo de Bagdá comprara da
Avibrás. Também naqueles tempos idos, o chanceler Saraiva
Guerreiro declarou que não houve exportação de urânio para
nenhum país: "O Brasil não tem urânio para vender, mas
quando tivermos, venderemos". Nunca ficou realmente claro o
que ocorrera, mas, curiosamente, Dr. Menges esqueceu de mencionar
que, naqueles anos, Tio Sam e Tio Hussein bebiam sangue iraniano
juntos.)
Para
o professor, a eleição de Lula colocaria o Brasil em posição
para ajudar comunistas, narco-terroristas e forças
anti-democráticas nas "frágeis democracias" do Peru,
Bolívia e Equador, assim como explorar a "profunda crise
econômica na Argentina e Paraguai".
Dr.
Menges conclui o artigo defendendo que os EUA e outras democracias
ajam rapidamente para ajudar a união dos partidos brasileiros
"pró-democracia" em torno de "um candidato
honesto, um líder capaz, que possa representar as esperanças da
maioria dos brasileiros por uma democracia genuína".
O
texto é uma pérola da neurose anticomunista/antiterrorista dos
conservadores norte-americanos. Mas também há a possibilidade que ele esteja fazendo profundas revelações a respeito da
nossa política, que, com exceção de Olavo de Carvalho, os
brasileiros ainda não puderam captar. O leitor decide...
De
uma forma ou de outra, vale a pena ser lido na íntegra.
(m.b.)
O
original do artigo está em:
http://www.washtimes.com/commentary/20020807-85262452.htm
Sobre o autor:
http://www.hudson.org/learn/index.cfm?fuseaction=staff_bio&eid=MengConst
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