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[10/dez/2002]
Teologia
de adolescente
Roberto
Carlos está lançando seu novo álbum, e a novidade é hap
estilizado "Que negócio é esse de que somos culpados",
de autoria dele e de Erasmo.
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É simplesmente um
lixo, letra e música. Não mereceria atenção não fosse o
tema ser mais uma manifestação da teologia "carliana",
que já contou com pérolas do porte de "Jesus
Cristo" (1970) e "Nossa Senhora" (1993). |
Conheça
a letra
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Segundo
o empresário de Roberto, Dody Sirena, o artista está mais cético
em relação aos dogmas católico, mais ecumênico na disposição
de de aceitar novos conhecimentos vindo do espiritismo, e mais
crítico na leitura da Bíblia.
Ótimo
para Roberto, mas o que explica escrever coisas como os versos
abaixo?
Que tal olhar as coisas que a gente tem conseguido
E o mundo hoje é bem melhor
Do que há muito tempo atrás
E as mudanças desse mundo
O ser humano é que faz
Com mais de sessenta anos, os
tremendões ainda escrevem como adolescentes!
(m.b.)
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[15/dez/2002]
Recordar
é viver... (III)
Há
pouco mais de um ano, a associação de docentes da UFRJ, filiada à
CUT, escrevia em seu jornal:
Banqueiro
se filia ao PSDB
O presidente do BankBoston, Henrique Meirelles, decidiu filiar-se ao
PSDB na última sexta-feira (5/10), a convite do próprio presidente
Fernando Henrique Cardoso. Ao ceder ao pedido de FHC, Meirelles
recusou proposta do PMDB, partido no qual cutiva várias amizades. O
presidente do BankBoston é amigo dos senadores Iris Rezende e
Maguito Vilela, caciques do PMDB goiano, e do governador do Distrito
Federal, Joaquim Roriz (PMDB). A filiação do banqueiro é mais uma
prova de que alguns setores da sociedade estão bem felizes com a
atual política econômica. Afinal, não é novidade para ninguém
os recordes de lucro conseguidos pelos banqueiros no governo FHC.
Informativo da ADUFRJ, Seção Sindical, 9 de outubro de 2001.
Bom,
nem com a melhor das bolas de cristal, poderiam estes sindicalistas
prever que Lula escolheria o banqueiro amigo de Roriz para a
presidência do BC.
Num
momento como este, Drumond perguntaria: e agora, José?
(m.b.)
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