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[24/jan/2003]
Cenário Ideal
Já
que todo mundo está palpitando sobre a situação de guerra entre
EUA e Iraque, resolvi dar minha contribuição para a análise da
política internacional, e traçar o que seria o cenário ideal
para o desfecho da crise.
Inevitável,
Bush declara guerra ao Iraque e, após alguns meses com suas armas
inteligentes bombardeando, por engano, veículos da ONU, finalmente
bota Saddam Hussein definitivamente para correr. Mas
isto não significa uma vitória dos texanos. Os norte-americanos, num impressionante choque de inteligência,
percebem que são governados por um idiota tacanho, e mandam Bush
de volta para a casa dos pais, onde seu quartinho no porão ainda
é mantido arrumado por sua mãe.
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Durante
a guerra, um dos mísseis iraquianos - mais por sorte que por
competência - livra o mundo de Sharom, Chirac e Berlusconi, que se
encontravam para discutir um novo plano de maldades. Os
israelenses, em retaliação, finalmente despacham Arafat para
o paraíso dos mártires.
Em
Pyongyang, o presidente Kim Jong-il, assustado com as
profundas mudanças no cenário internacional, manda raptar
seu sósia brasileiro, o cantor Chico César, e, numa
versão coreano-brasileira de "O Príncipe e o
Mendigo", faz uma abençoada troca de papéis. |
Enquanto
Kim Jong-il ensaia seus primeiros acordes de bossa-nova
(esq.), Chico César passa suas tropas em revista, na
Coréia do Norte (dir.).
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Sob
o comando de Chico César, a Coréia do Norte vai muito bem,
obrigado. No Oriente Médio, palestinos e israelenses voltaram a
conversar. A Europa está fazendo as pazes com a
social-democracia. Em todo o
mundo, os povos comemoram o novo governo democrata em Bagdá e em
Washington. Neste
cenário dos sonhos, entre mortos e feridos, só a música brasileira sairia
prejudicada.
(texto de Mario Barbatti)
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